
Partida: xx.xxxxx.2006
Chegada: xx.xxxxx.2006
Percurso Ida: Lx - Zurique - Budapeste
Percurso Regresso: Budapeste - Zurique - Lx
4:30 horas de voo
Chegada: xx.xxxxx.2006
Percurso Ida: Lx - Zurique - Budapeste
Percurso Regresso: Budapeste - Zurique - Lx
4:30 horas de voo
O programa INOV Contacto foi a desculpa para esta viagem uma vez que colocou o amigo Nuno Santos num estágio em Budapeste, capital da Hungria. Este foi o ponto de encontro para o grupo de amigos. Saí de Lisboa rumo à Europa de leste, o Shubhes saíu de Londres e de Edimbrugo saíu o Filipe. Juntos faziamos quatro e já podiamos jogar à sueca, as saudades do Hungaro eram muitas e por aquelas terras ninguém sabe secar uma bisca...
A Hungria é um país sem linha de mar, na Europa Central, pelo que faz fronteira com Áustria, Eslováquia, Roménia, Ucrânia, Sérvia, Croácia e Eslovénia. A sua capital é a cidade de Budapeste, a maior do país com cerca de 2 milhões de habitantes. Localizada nas margens do rio Danúbio, Budapeste foi fundada em 17 de Novembro de 1873 com a fusão
das cidades de Buda na margem direita do Danúbio, com Peste na margem esquerda. Aproximadamente um terço dos 250.000 judeus da cidade foram mortos durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial. Budapeste foi muito danificada quando a cidade foi tomada pelo Exército Vermelho.
Dedicámos o primeiro dia de viagem ao turismo. Saímos (relativamente) cedo, uma vez que estivemos a jogar às cartas até tarde, em direção ao Parlamento Húngaro, local onde se reúne a Assembleia Nacional da Hungria e um dos edifícios legislativos mais antigos da Europa, que constitui um notável exemplo paisagístico da Hungria e um destino muito popular em Budapeste.
Ergue-se na Praça Kossuth Lajos, na margem do Danúbio. Atualmente detém o título de maior edifício da Hungria e o de segundo maior parlamento na Europa. A sua construção teve início em 1885, tendo a inauguração decorrido no 1000º aniversário do país em 1896, sendo que a sua conclusão verificou-se em 1904. A título de curiosidade, o arquiteto do edifício ficou cego antes da conclusão da obra. O edifício fica tem uma superfície de 18.000 metros quadrados, tem
700 salas e gabinetes e 27 entradas. Nas suas laterais erguem-se a Câmara Alta e a Câmara Baixa, lugar onde hoje se encontra a assembleia nacional. Na sala central decorada com uma imponente cúpula é onde guardam a coroa do primeiro rei húngaro, do Santo Estêvão. Estima-se que estiveram cerca de mil pessoas envolvidas nos trabalhos, com alicerces onde se estimam 40 milhões de tijolos, meio milhão de pedras preciosas e 40 kg de ouro.
Em seguida visitámos a Basílica de Santo Estêvão é um edifício de culto cristão, catalogado
como basílica pelo santo Rei Estêvão I da Hungria.
Juntamente com o
Parlamento de Budapeste, forma o par de edifícios mais altos de
Budapeste (com 96 m), e além disso é a igreja maior da Hungria, tendo
capacidade para 8.500 pessoas. Começou a ser construída em 1851,
concluindo-se 54 anos depois sendo que a cúpula teve que ser demolida em
1868. Terminada em 1905, foi consagrada nesse mesmo ano. Sob o
majestoso edifício cuja fachada principal vislumbra o rio Danúbio, teve
que construir-se uma base de cimento de três níveis, quase tão grande
como a própria igreja. Tem 87m de comprimento por 55m de largura.
A
fachada principal completa-se com duas torres gémeas. Na sua torre
direita está o sino maior e mais pesado (tem nove toneladas!). O
anterior, de 8 toneladas, foi fundido durante a Segunda Guerra Mundial.
Na capela por detrás do santuário conserva-se a relíquia mais importante
da cristandade húngara: a múmia do rei Estêvão I, primeiro rei da
Hungria e fundador da igreja da Hungria.
Budapeste tem 10 pontes, sendo a mais conhecida a Széchenyi Lánchíd
(Ponte das Correntes), uma ponte elevatória que atravessa o rio Danúbio
entre Buda e Peste. Possui 375 metros de extensão e foi inaugurada a 20
de Novembro de 1849. Proporciona uma das vistas mais lindas da cidade:
com os olhos ao norte, de um lado fica o imponente Parlamento Húngaro,
em Peste, com linhas góticas gritantes. Do outro, completam a paisagem
os morros e o Castelo de Buda.
Passámos assim para o lado de Buda em direção à Igreja Paroquial de Nossa Senhora, mais conhecida por Igreja
Matias, está situada no lado Buda, junto ao monumento do Bastião dos
Pescadores. Esta Igreja foi fundada no reinado de Bela IV, no século
XIII, tendo sofrido ao longo da história do país várias utilizações e
reconstruções. Em 1541, os turcos fizeram dela a Grande Mesquita. Mais
tarde, aquando da libertação de Buda, ficaria praticamente destruída. Pela O Castelo de Buda, em húngaro Budai Vár, é o castelo histórico dos reis da Hungria em Budapeste.
A ponte Erzsébet (Elisabete) foi assim nomeada em homenagem a
uma rainha popular, Isabel da Áustria, a imperatriz da Áustria-Hungria,
que foi assassinada em meados de 1898. A ponte original era uma ponte de
suspensão mas foi destruída durante a Segunda Guerra Mundial. Esta é a
única ponte em Budapeste que não pôde ser reconstruída na sua forma
original. O monumento de pé fino, branco, foi construído no mesmo local
entre 1961-1964, Este ano de 2006 foi um ano de Mundial de futebol.
No terceiro dia, já a manhã quase terminava quando começamos a acordar, com o cachecol ainda enrolado no pescoço...
| Meio de transporte para quem ainda acusa alcool |
| Ainda alguns dos efeitos do alcool |
A Praça dos
Heróis é uma das praças mais importantes de Budapeste. Construída em
1896, está rodeada por dois importantes edifícios, o Museu de Belas
Artes de Budapeste à esquerda e o Palácio da Arte à direita. Do outro
lado fica a avenida Andrássy, com dois edifícios orientados para a
praça, um residencial e o outro a embaixada da Sérvia. No centro da
praça ergue-se o Memorial do Milénio, conjunto de especial relevância em
Budapeste, com estátuas dos líderes das sete tribos magiares que
fundaram a Hungria no século IX e outras personalidades da história
húngara.
| Os suspeitos do costume |
Finalizada que está a viagem quero apenas referir que gostei muito dos dias passados em Budapeste. A equipa da sueca funcionou bem e o tempo foi muito bem aproveitado. Aproveito para deixar um abraço ao Nuno, que aindo hoje vive em terras do leste europeu e que nos acolheu em sua casa. Algarvio: Obrigado!


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